BLOG

Minha contribuição para o #TranslatorsInTheCredits

Jéssica Gubert

terça-feira, 29 de abril de 2025

Em novembro de 2024, a próxima edição do The Game Awards era o assunto da vez entre tradutores de jogos. E não por um bom motivo. A questão maior era a denúncia de quantos dos indicados ainda não incluíam créditos para seus tradutores, graças a pesquisas feita por colegas como Lucile Danilov e Lucas Rodrigues Oliveira.

O movimento #TranslatorsInTheCredits já existe há algum tempo, e ganha força sempre que algo do tipo acontece. É quando mais e mais colegas percebem a profundidade do problema. Até por isso tive a oportunidade de contribuir: conversei com os editores do Dot Esports, onde tenho um trabalho fixo como redatora freelancer há anos, e eles acharam apropriado publicar um artigo de opinião sobre o assunto.

Adam, Jerome, Pedro e Rachel, os queridíssimos editores em questão, me deram o incentivo e os direcionamentos que precisei para essa contribuição tomar forma. Entrevistei Lucas, que é um amigo de longa data. Traduzi seus depoimentos em busca da melhor abordagem para cada trecho que analisei de sua pesquisa. Passei vários dias fazendo melhorias ao texto após as edições. Ele foi ao ar na noite do The Game Awards.

Não sou jornalista nem finjo ser, mas sou redatora e tradutora há muitos anos em um grupo dedicado ao jornalismo online, então aprendi muita coisa com meus colegas nesse tempo. Esse artigo talvez seja o melhor reflexo de tudo o que aprendi com eles. E minha forma de chamar atenção para um problema que o público geral (nosso público-alvo) costuma desconhecer, mesmo na gringa.

Embora os tradutores sejam a prioridade do artigo, também fiz questão de mencionar que não são os únicos afetados por essa prática. O título também ficou mais generalista: Our industry has a crediting problem—and The Game Awards 2024 proves it. A pesquisa desenvolvida por Lucas serviu como base para desenvolver o argumento, e a entrevista gentilmente cedida por ele complementou o quadro, trazendo ao mesmo tempo autoridade e experiência pessoal. Ele conversou comigo em português, então fui também a responsável por traduzir suas falas.

Até por isso, o texto termina com a seguinte frase: Oliveira’s contribution originally in Brazilian Portuguese, translated by Jéssica Gubert ("Depoimentos de Oliveira originalmente em português brasileiro, traduzidos por Jéssica Gubert"). Era levemente diferente no rascunho original. Eu tinha escrito Lucas’s contribution originally in Brazilian Portuguese, translated by me ("Depoimentos de Lucas originalmente em português brasileiro, traduzidos por mim"). Acabamos alterando um pouco. Mas nunca vou me esquecer da sensação de abrir o documento do rascunho e ler as notas dos editores:

"This is such a banger note to end the piece with."

"It really is."

Ou, em bom português:

"Essa é pra fechar com chave de ouro."

"Com certeza."

Em tempos ruins para o jornalismo e péssimos para o SEO, não sei quanto ainda vamos durar no Dot. Se tudo der errado, fico muito feliz de ter conseguido publicar algo assim antes do fim.

Leia o artigo em inglês na íntegra clicando aqui.

Create a free website with Framer, the website builder loved by startups, designers and agencies.